quarta-feira, 7 de maio de 2008

O Sonho em Psicanálise Consultório Perdizes/ Tatuapé




O sonho é um fenômeno da fisiologia humana que sempre despertou muita curiosidade. Inúmeras tentativas de explicação dos sonhos surgiram nas mais diferentes épocas e campos da cultura, desde interpretações mitológicas, religiosas e representações artísticas até explicações psicológicas e neurocientíficas  Nesta tela de Picasso (O Sonho -1932), vemos uma mulher que sonha, talvez dormindo ou acordada, expressando um estado de relaxamento que muitas vezes temos dificuldade de alcançar.



Para a psicanálise o sonho representa uma manifestação psíquica ligada à saúde do psiquismo, e surge como um recurso do inconsciente para lidar com conteúdos e desejos reprimidos. A neurociência o associa a um mecanismo de homeostase cerebral, fazendo parte do processo de sono normal. Segundo a teoria psicanalítica, o sonho compõe-se de uma elaboração primária e de uma elaboração secundária. A elaboração primária ocorre no momento em que a pessoa está sonhando e a elaboração secundária ocorre no momento após o acordar, quando a pessoa  pode recordar-se do sonho e relatá-lo a alguém, porém, já sujeito a distorções da memória.

Segundo Freud, os elementos utilizados no sonho são representações fragmentadas de memória, ocorrendo uma condensação de traços perceptivos que foram registrados durante o dia com os conteúdos mais antigos e reprimidos arquivados no inconsciente. O sonho se forma a partir de redes complexas de representações simbólicas que vão expressar-se de maneira incompreensível à logica consciente. No enredo do sonho podemos encontrar associadas às manifestações da linguagem verbal sequências de imagens sensoriais com elementos visuais, auditivos, olfativos ou táteis e redes de representações aparentemente desconexas, o que pode conferir ao sonho um acesso muito difícil à sua compreensão. A interpretação psicanalítica implica reunir dados  da análise do paciente que o ajudem a identificar no sonho os conteúdos ligados a questões que estão sendo elaboradas no processo terapêutico. Durante uma análise, o paciente pode gradativamente apropriar-se das significações mais subjetivas que se expressam nos sintomas, nos atos falhos, nos sonhos, nas repetições e em seus mecanismos de defesa, tornando-se o sonho um dos instrumentos valiosos no processo terapêutico e no aprofundamento do auto-conhecimento.



Catarina Rabello
Psicoterapeuta  CRP 30103/06
Psicanalista Sedes Sapientiae

Consultório SP: (11) 38737817
Perdizes:  R. Cardoso de Almeida, 1005
Tatuapé:   R. Serra de Botucatu, 48

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